Quer saber como vai ser o novo ano letivo? Pergunte ao secretário de Estado

O secretário de Estado adjunto e da Educação, João Costa, vai estar no dia 4 de setembro num debate zoom transmitido pelo Youtube a falar sobre como poderá ser o ano letivo que está prestes a arrancar em plena pandemia.

Voltar às escolas no meio de uma pandemia gera muitas dúvidas e incertezas. E é para debatê-las que o grupo Somossolução vai fazer um “flash live event” via Zoom e transmitido no Youtube, no dia 4 de setembro às 16h50, com o título “2020/21: E agora?”.

Em debate vão estar o secretário de Estado adjunto e da Educação, João Costa, o representante das escolas Filinto Lima, o representante dos pais Jorge Assunção e Luís Fernandes a representar os centros de formação.

A discussão, feita a pensar sobretudo nas angústias dos professores, está aberta através de uma inscrição na qual se poderá enviar até quatro perguntas para cada um dos participantes (que serão depois selecionadas pela organização).

“Como se está a pensar colocar na sala os alunos, quais as medidas de proteção, se haverá adaptações ao currículo tendo em vista os tipos de ensino possíveis (presencial, à distância e misto), o uso das ferramentas digitais no ensino” são temas que o professor Vítor Bastos, um dos organizadores do evento, quer ver debatidos.

Durante o debate, vão ainda ser divulgadas as conclusões de um inquérito online que pretende medir o pulso às principais preocupações de professores e educadores neste regresso às escolas.

Entre outras coisas, o inquérito procura saber se os docentes acreditam que as escolas estão em condições de voltar ao modelo 100% presencial ou se estariam em condições de regressar a um modelo 100% à distância, mas também pretende que os professores façam uma auto-avaliação sobre as suas capacidades para usar as ferramentas digitais.

Vítor Bastos recorda que será necessária “uma readaptação” aos curricula para poder ter soluções de ensino mistas e alerta para o facto de que aparentemente ainda nada ter sido feito nesse aspeto.

“As planificações têm de ser todas feitas e ainda não houve diretrizes”, nota aquele que foi um dos dinamizadores do grupo de Facebook #somossolucao, criado em plena quarentena para ajudar os docentes que tiveram de dar apoio à distância aos alunos muitas vezes sem qualquer formação na área.

O grupo conta já com mais de 30.700 membros e tem sido um fórum para debater ideias, tirar dúvidas e partilhar soluções entre professores e quer agora evoluir para um “verdadeiro Youtube para professores com tutoriais” sobre ensino à distância e ensino misto em www.somossolucao.pt.

Além do grupo para professores no Facebook, o Somossolução criou também um site para ajudar a encontrar pôr em contacto quem queria doar computadores com quem mais precisava deles nas escolas para acompanhar o ensino à distância na quarentena. Por isso, o debate passará necessariamente também por questionar o secretário de Estado João Costa sobre o ponto em que está a promessa feita pelo Governo de dar computadores e banda larga a todos os estudantes do ensino público obrigatório neste ano letivo.

“Essa questão será falada com certeza”, diz à SÁBADO Vítor Bastos, que confessa ter até a expectativa que o governante possa aí fazer algum anúncio sobre o tema.

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Webinar Microsoft – O Colégio Vasco da Gama representado pelos professores Ana Paula Loureiro e Vítor Girão Bastos

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Ana Paula Loureiro na Sic Notícias



Iniciativa de um grupo de professores, o projeto #somossolução promove o acesso às tecnologias digitais através da doação de material informático. O apelo foi feito a empresas e particulares e mais de 60 agrupamentos de escolas  já receberam computadores e impressoras que foram entregues a alunos carenciados.


O confinamento obrigou a repensar as metodologias de ensino e levou professores a encontrarem novas formas de comunicar. A pensar nas dificuldades da classe, um grupo de docentes criou um grupo de apoio que conta já com 27 mil subscritores.

Com a chegada do terceiro período, um grupo de três professores, há já muito familiarizados com o E-learning, decidiu criar uma plataforma de partilha de conhecimentos para auxiliar docentes que, num curto espaço de tempo, tiveram de se adaptar às ferramentas digitais. A adesão foi imediata, massiva e ultrapassou todas as expectativas.




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Vamos ajudar os alunos sem acesso a computadores?

Com as escolas encerradas por causa da pandemia de covid-19, a solução tem passado pelo ensino à distância. Mas esta é uma solução que está longe de ser simples e de acesso universal: falta formação aos professores para o e-learning e muitos alunos não têm computadores e internet para acompanhar este tipo de aulas. Foi a pensar no primeiro problema que o professor Vítor Bastos criou o grupo E-Learning Apoio, que conta já com mais de 22 mil membros. Para a segunda dificuldade, criou agora o projeto #SomosSolução .

A ideia é a de fazer a ponte entre quem quer ajudar alunos carenciados a ter as ferramentas necessárias para continuar a aprender durante este período de isolamento social e as escolas que identificam as situações de necessidade.

“Fiz contactos com empresas e particulares que eu achava que estariam abertos a dar e a HP avançou logo com uma primeira oferta 20 computadores portáteis”, conta à SÁBADO o docente que teve a ideia, mas lançou o projeto em conjunto com Luís Fernandes, o antigo diretor do Agrupamento do Freixo (atualmente diretor do Centro de Formação da Póvoa do Varzim). “Fazia sentido ser o meu parceiro nisto porque tem os contactos todos dos diretores, é honesto e é bem conhecido no meio”.

Além da HP, respondeu à chamada a OMC, uma empresa que ofereceu cinco impressoras para que as escolas que não tinham outra forma de garantir o ensino durante o período de encerramento possam imprimir trabalhos para os alunos levarem para casa.

A ideia é, contudo, que qualquer um possa contribuir. Quem quiser doar um portátil, só precisa de inscrever-se no site e estar disponível para pagar “uma máquina de baixo custo, mas com todas as características necessárias, por cerca de 350 euros”.

Outra opção para particulares ou empresas será aderir à campanha de usados recondicionados. “Há computadores usados que já não servem as empresas, mas ainda têm todas as condições para ser usados pelos alunos no ensino à distância”, diz Vítor Bastos.

As escolas que queiram inscrever-se têm de cumprir alguns critérios como “ter plataformas digitais já implementadas” e acesso à internet, mas também assegurar que ajudam os alunos a utilizar os portáteis e que os respetivos diretores se envolvem diretamente no processo.

Neste momento, há já 25 escolas inscritas no site, que põe os diretores a apresentar na primeira pessoa as necessidades dos seus estudantes.

Para que quem doa tenha a garantia de que os portáteis chegam a quem precisa, os doadores podem escolher a que escola (de entre as inscritas) querem fazer o donativo e poderão fazer diretamente a entrega do material ou informar os diretores sobre o local onde o poderão levantar.

No caso dos primeiros 20 computadores doados, 10 foram para o Agrupamento de Escolas Cego do Maio, na Póvoa do Varzim, e os outros 10 para o Agrupamento de Escolas da Boa Água, em Sesimbra. “Estamos a organizar a entrega por ordem de registo dos pedidos das escolas, sendo que cabe à escola fazer seleção dos alunos carenciados”, explica Vítor Bastos.

Seguindo essa ordem, as próximas escolas a receber as ofertas que cheguem ao projeto são o Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva, em Rio Maior, e o Agrupamento de Escolas Vila Nova de Cerveira.

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iClass e e-Learning no canal Saúde+


Depois do encerramento das escolas, decretado pelo Governo, docentes, pais e alunos tiveram de se adaptar, rapidamente, a novas rotinas. Como trabalham os professores? (clique aqui ou na imagem abaixo para ver o artigo no site).


Canal Central – professores do iClass lançam canal e-Learning – Apoio para apoiar colegas através do Facebook (min. 4:36).

O grupo foi lançado no dia 14 de março por dois professores do Colégio Vasco da Gama, Ana Loureiro e Vítor Bastos. Após o anúncio feito pelo primeiro ministro, referindo-se ao encerramento das escolas, entreviam-se muitas dúvidas sobre como manter a maior parte da atividade escolar (aprendizagem, avaliação, comunicação) à distância.
O grupo do Facebook teve um grande crescimento e tem, neste momento, um grupo mais alargado de administradores/moderadores, que podem dar respostas rápidas e direcionadas para as mais diversas ferramentas digitais de apoio à aprendizagem (Francisco Gomes, Ondina Espírito Santo, João Jerónimo, João Marôco, Jorge Braga, José Marques, Mário Lima e Paulo Gafanha).


O iClass na Sábado

Depois do coronavírus, a escola nunca mais vai ser a mesma

23.03.2020 06:57 por Margarida Davim


A pandemia de covid-19 está a mudar as escolas. E talvez seja para sempre. Mas os ritmos e as formas a que professores e alunos se estão adaptar às aprendizagens à distância são muito diferentes. Se há casos de sucesso e docentes motivados com a oportunidade de usar novas tecnologias, também há muita incerteza.

A pandemia de covid-19 está a mudar as escolas. E talvez seja para sempre. Mas os ritmos e as formas a que professores e alunos se estão adaptar às aprendizagens à distância são muito diferentes. Se há casos de sucesso e docentes motivados com a oportunidade de usar novas tecnologias, também há muita incerteza sobre a forma como alguns alunos carenciados estão a ser acompanhados. E o receio de que haja um agravamento das desigualdades sociais quando a escola depende do acesso a bens como telemóveis, computadores e ligação à internet.

Para os alunos do Colégio Vasco da Gama, em Belas (Sintra), esta foi só mais uma semana de aulas. Mesmo em casa, em isolamento social, cerca de 200 estudantes desta escola privada usaram as plataformas a que estão habituados, como a Iclass. Normalmente, usam-na em sala de aula, beneficiando de ferramentas digitais que permitem, por exemplo, que o professor entre diretamente no tablete de cada um para acompanhar o que estão a fazer. Agora, estão a fazê-lo em casa. Mas não se trata de território desconhecido.

Vítor Bastos, professor de Geografia do 3,º ciclo, trabalha com o Iclass há 4 anos e, quando soube que o Estado ia fechar todas as escolas do país por causa da pandemia do novo coronavírus percebeu que podia usar a sua experiência para ajudar outros colegas. Criou o grupo de Facebook e-learning-apoio com o objetivo de partilhar experiências e dar alguma formação.

Numa semana, o grupo ultrapassou os 18 mil membros: todos professores à procura de ajuda, a partilhar experiências, a tentar perceber como podem continuar a ajudar os alunos em plena quarentena.

19 mil professores à procura de ajuda online 

Para Vítor Bastos, há muito que “a sala de aula com os alunos em filinha morreu”, todos têm um tablete e cada estudante “é ele próprio produtor de aprendizagem” numa lógica de cruzamento de disciplinas que faz com que o conhecimento seja transversal. Mas esta não é a realidade de muitos dos quase 19 mil membros do grupo de Facebook que criou.

Vítor Bastos está consciente de que trabalha com “um contexto sócio-económico que permite que cada um tenha um tablete” e que nem todos os docentes lidam com essa realidade. Prefere, contudo, não se concentrar nas “barreiras” que admite existirem, “O grupo baseia-se no #sousolução”, diz à SÁBADO o docente do Colégio Vasco da Gama.

“Eu tenho acesso à net, por que não hei-de partilhar com vizinhos? As juntas e câmaras podem criar pontos de acesso e a operadoras deviam abrir o acesso à internet. É um momento crítico”, frisa, explicando que o grupo está estruturado de forma a poder ajudar tanto os professores que estão agora a dar os primeiros passos no ensino à distância como os que estão mais avançados.

Vítor Bastos é dos que acreditam que “esta crise vai mudar as escolas” e que o Ministério da Educação tem de encarar “a possibilidade de no final do ano voltar tudo para casa”. A lição que, defende, devia ser retirada desta quarentena nacional é a de que devemos “prepararmo-nos sempre para o pior”.

O professor de Geografia acha mesmo que o Ministério da Educação “não está preparado para exames online”, mas devia dar seguimento “a alguns testes piloto” que já foram feitos para acautelar a possibilidade de não ser possível uma época de exames tradicional em sala de aula.

Formação, avisa, é a palavra-chave. “Para se perceber, 45 minutos em e-learning correspondem a uns 10 minutos de uma aula presencial, porque há que gerir a parte tecnológica e a dinâmica é diferente. É preciso saber planear trabalhos e aprendizagens tendo isto em mente”. 

“Nunca estive tão próxima dos meus alunos” 

Em 40 anos de ensino, Paula Vaz nunca tinha ensinado os alunos à distância. Esta semana está a ser a sua estreia. Mas o e-learning não é novidade para a escola pública onde trabalha e isso faz toda a diferença. A professora de Português, Francês e Cidadania do Agrupamento de Escolas de Mangualde assegura que trabalhar desta forma a está a aproximar dos alunos de 7.º ano a quem dá aulas e “ajuda a passar esta parte triste das nossas vidas”. 

O Agrupamento de Escolas de Mangualde faz parte do projeto de Ensino Secundário Recorrente à Distância ou ESR@D, o que significa que já tem professores treinados no e-learning, nomeadamente dando aulas a estudantes que estão em Angola ou a filhos de emigrantes. E isso fez toda a diferença esta semana. “Com base nessa experiência, o nosso diretor pôs logo a máquina a funcionar”, conta à SÁBADO Paula Vaz, explicando que o trabalho durou todo o fim de semana que se seguiu ao anúncio do encerramento das escolas por causa da pandemia do novo coronavírus e que nesse tempo foi possível criar um e-mail institucional para todos os alunos. Depois cada professor começou a contactar os respetivos alunos para começar o trabalho à distância. 

“Temos uma plataforma que se chama Inovar, que é conhecida da maioria das escolas em Portugal e que permite, por exemplo ter os sumários digitais. No domingo, avisei os meus alunos para estarem atentos aos sumários online na plataforma”, explica a docente.

A experiência não podia estar a correr melhor. “Tenho alunos que não tendo internet não fizeram. Mas tenho 80% a responder atempadamente às fichas que envio”. E a vantagem de haver uma auto-correção que, para a professora se traduz noutra atitude de responsabilidade.

“Nunca estive tão próxima dos meus alunos”, garante Paula Vaz, que teve surpresas com o trabalho que pediu aos alunos sobre esta experiência da covid-19. “Recebi textos belíssimos e tem havido uma troca de experiências e desabafos”.

“Os alunos estão a trabalhar de facto, quando em sala de aula alguns deles estavam à conversa e não faziam nada”, revela a docente, já entusiasmada com as novas ferramentas que até há pouco tempo nem sequer dominava. “Para a semana vou usar Skype e o Zoom”, garante. 

Professora numa escola pública, numa zona em que “uma grande percentagem dos alunos vive em aldeias e há muitas mães domésticas”, Paula Vaz não sente que o ambiente sócio-económico seja um entrave ao ensino à distância. “Em Mangualde, temos a fábrica automóvel da PSA, por isso temos muitos filhos de operários, filhos de camionistas, uns 20% vivem da agricultura, mas o nível não é baixo. Há poucos os alunos com país no desemprego ou a viver do RSI, talvez uns 10%. E todos são meninos educados, sem problemas de comportamento”, descreve.

Uma coisa é certa nas três escolas do Agrupamento de Mangualde, há neste momento cerca de 2600 alunos (incluindo do 1.º ciclo), que estão a experimentar de alguma forma o e-learning.

“O e-learning não é fazer fichas

José Marques tem 41 anos, é professor de Matemática há 15, e usa a tecnologia desde sempre. Esteve os últimos quatro anos nos Pupilos do Exército a criar um projeto de ensino tecnológico da Matemática e está agora a fazer o mesmo no Agrupamento Pedro Jaques de Magalhães em Alverca, só com turmas de 5.º ano.

Na escola pública onde trabalha, é preciso ter a sorte de aceder a uma das duas salas de informática equipadas com computadores para poder recorrer ao ensino digital. E isso nem sempre é fácil, porque muitas vezes estão ocupadas com aulas de Tecnologias da Informação ou são requisitadas por professores. Mas José Marques tem conseguido pôr os alunos a aprender Matemática com um bloco de notas One Note, com o qual fazem de forma autónoma sequências de tarefas, que depois podem complementar ou rever em casa. Está, como o próprio diz, “a lançar a semente” do uso de tecnologia em sala de aula.

Não se pense que tudo o que faz envolve computadores. Os exercícios que leva para a sala de aula incluem tampas de garrafas e torres de esparguete. “Alunos motivados é meio caminho andado”.

Parece estar a ter bons resultados. “Consegui fazer com que Matemática fosse a disciplina favorita dos miúdos e tenho feedback positivo de alguns encarregados de educação. Ainda ontem recebi o mail de uma encarregada de educação que diz ver no filho uma maneira diferente de trabalhar e me queria agradecer por isso”, conta à SÁBADO.

Com esta experiência, José Marques não se assustou quando soube que a covid-19 ia obrigar a ensinar à distância. Mais: o professor quer “que não se perca” a verdadeira revolução que esta pandemia está a trazer às escolas. “Isto pode ser o primeiro passo para uma mudança de pensamento”, nota o docente que tem visto no grupo de apoio no Facebook “muitos professores a investir tempo, muita gente a querer aprender” a usar ferramentas de ensino digital.

Com um mestrado em e-learning, José Marques avisa, no entanto, que boa vontade não chega. “Muitos professores estão a mandar muitas fichas. O e-learning não é fazer fichas. Fazer fichas não é estimulante. Tem de ser um trabalho diferente e falta formação aos professores”. 

Também falta tecnologia às escolas públicas, mas José Marques está a tentar dar a volta a isso, com a candidatura de um aluno ao orçamento participativo jovem para comprar tabletes para todos, num esforço que pretende também reduzir o peso das mochilas que todos carregam para a escola. E confessa estar “à procura de parceiros”  em empresas para tornar realidade estas ideias.

Esta semana, tem acompanhado os alunos à distância. “Eles têm tarefas para fazer, respondem a formulário e têm uma correção automática com explicação para erro. Outros exercícios corrijo eu porque são de desenvolvimento”. Num dos trabalhos, teve  70% de alunos a responder. Num meio que caracteriza como “de classe média”, diz que terá cinco casos sem internet em 60 alunos.

Na semana que agora começa o desafio vai ser dar formação à distância aos colegas para garantir que as reuniões de avaliação do segundo período, que estão quase a começar, se fazem por videoconferência. “Vamos usar o Google Teams e podemos fazer as reuniões com um telemóvel, um computador ou tablete. É preciso é que tenha microfone”, afirma.

Em 34 alunos, tive resposta de dois

Nem todos os professores estão, porém, a ter bons resultados nesta primeira semana de escolas encerradas. A SÁBADO falou com uma professora de Matemática que dá aulas ao básico e ao secundário numa escola da Grande Lisboa, que não quis ser identificada, que está a deparar-se com grandes dificuldades.

“A primeira dificuldade foi a da escola, que teve de criar mails institucionais para todos os alunos. Depois, foi informar os pais que os meninos tinham de ir ao mail. Por telefone, um a um”, conta a docente.

“Alguns não têm net nem computador. Em 34 alunos do básico, tenho resposta de dois”, desabafa, explicando que no secundário a experiência já é diferente e que “já há um mês que enviava e recebia trabalhos”.

Mesmo assim, acredita que nestes moldes “não é possível dar matéria nova” com os alunos em casa. “Vou ver se na segunda-feira o secundário começa a estudar um bocado da matéria a seguir”. Mas tem dúvidas da eficácia disso. “A maioria só tem internet no telefone e com o telefone não conseguem fazer este tipo de trabalho, não sei se conseguem abrir os documentos”, diz.

O que é que vai fazer se continuar sem resposta da esmagadora maioria dos alunos de uma turma do ensino básico e duas do ensino profissional? Não sabe. “Ainda não falei com a direção da escola”.

Para dar notas de segundo período não terá grandes problemas, porque “as avaliações já estavam decididas”, mas não vê como poderá correr o resto do ano letivo se o estado de emergência se prolongar. “Para o terceiro período não estou a ver grande saída e os colegas com quem falo estão todos como eu”.

“A haver exames no final do ano vai haver muita injustiça. Mesmo dentro da mesma escola”, avisa a professora, que recorda que além das diferenças no acesso à tecnologia o sucesso dos alunos em casa depende muito do acompanhamento que tenham dos pais. “Tenho pais que provavelmente nem perceberam o sms que enviei”, atira.

“A escola não estava preparada”, acredita a professora, que nem tinha ouvido falar de uma possibilidade que tinha sido avançada à SÁBADO pelo líder da FENPROF, Mário Nogueira, de em algumas escolas se imprimirem trabalhos para depois serem levantados por pais ou alunos sem acesso à internet

“Vai haver sempre a dificuldade de comunicar com alguns pais. E quem é que vai à escola deixar os trabalhos disponíveis para os pais irem buscar?”, questiona.

Tem uma certeza: este período de escolas encerradas “agrava a desigualdade social e muito”. “A população da minha escola não está capacitada para um ensino à distância”, garante.



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O iClass no Público

No primeiro dia de escola à distância, são os professores a mostrar “vontade de aprender”

Milhares de docentes organizam-se online para perceberem como usar as tecnologias para continuar a ensinar. Ministério da Educação criou site para partilhar recursos e boas práticas.
Samuel Silva 17 de Março de 2020, 6:30

Nunca tinha havido um dia como este nas escolas. Esta segunda-feira, sem alunos presentes e com pouquíssimos professores nas salas e corredores, as direcções dos agrupamentos tentaram responder ao desafio motivado pela suspensão das aulas presenciais, como parte do esforço de contenção da covid-19 em território nacional. Em suas casas, os professores procuravam aprender online a melhor forma de conseguirem manter o ensino, mesmo que os seus alunos estejam agora longe.

Uma conversa entre dois professores rapidamente se transformou numa dessas respostas. Vítor Bastos, professor de Geografia, e Paula Loureiro, professora de Inglês, criaram, no Facebook, o grupo “E-Learning – Apoio a professores”. O objectivo era o de dar apoio aos colegas que precisassem de fazer uma transição das suas matérias para um formato digital. Assim que o disponibilizaram, ao meio-dia de sábado, começaram a chegar, às centenas, os pedidos de acesso.

“Rapidamente percebemos que a adesão era superior à nossa capacidade de resposta”, conta Vítor Bastos, professor do Colégio Vasco da Gama, em Sintra, que além de Geografia, ensina Informática. Foram, por isso, chamados outros colegas que pudessem também dar assistência aos professores menos acostumados ao uso das tecnologias. Ao final da tarde desta segunda-feira, o grupo reunia cerca de 11. 400 pessoas.

Ali trocam ideias desde professores à procura de conhecimentos básicos – como perceber o funcionamento de plataformas de videoconferência ou a melhor forma de partilhar conteúdos áudio com os alunos, por exemplo – até especialistas em tecnologia e ensino à distância, dispostos a dar apoio especializado em diversas plataformas. “Nem todos temos as mesmas competências, mas todos temos vontade de aprender”, ilustra Vítor Bastos.

Entretanto, um dos especialistas dentro desse grupo, Jorge Braga, criou também o site Escola de Professores, destinado a auxiliar os docentes na utilização das plataformas da Microsoft para um contexto de ensino, em particular o Microsoft Teams. A multinacional norte-americana ofereceu 5000 licenças Office 365 a cada estabelecimento de ensino. O número de novas inscrições ao longo do dia de ontem fez com que o acesso tivesse estado mais lento do que o habitual.

Escola Virtual da Porto Editora, tornada gratuita para professores e alunos esteve também inacessível ao início do dia face ao número de utilizadores superior ao normal. A empresa ultrapassou, entretanto, as dificuldades.

Além das respostas cooperativas ou do sector privado, há também uma resposta pública ao desafio que os professores têm pela frente nas próximas duas semanas. Durante o fim-de-semana, a Direcção-Geral da Educação criou o portal Apoios às Escolas, em colaboração com a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, que esta segunda-feira foi para o ar.

Ali, reúne-se um conjunto de recursos para apoiar as escolas na utilização de metodologias de ensino à distância, de modo a “permitir dar continuidade aos processos de ensino e aprendizagem”, anuncia o Ministério da Educação, que promete “disponibilizar continuamente novos recursos” e “partilhar práticas” para que os alunos “continuem a aprender”.

Essa é uma das questões com que se debatem as escolas neste momento: assegurar que, mesmo à distância, os alunos continuam a trabalhar. “Nos casos de alunos e famílias comprometidas isso não será um problema. Mas o grande desafio é garantir que não deixamos nenhum aluno para trás”, adverte o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira.

O problema é maior do que o empenho de alunos e famílias. Também as desigualdades no acesso às tecnologias têm que ser levadas em conta, acrescenta aquele dirigente. “Nem toda a gente tem um computador ou telemóvel. Algumas famílias não têm sequer como garantir o acesso à internet”, acrescenta Filinto Lima, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep).

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Aprender Geografia com o BookCreator

BookCreator

Os alunos do 9º ano estão a criar estórias, sobre riscos e catástrofes naturais, para contarem aos colegas do 1º e 2º anos.

Saber o que é, como prevenir e como atuar em situações de sismos, incêndios, secas, cheias, etc, utilizando uma linguagem acessível aos mais novos, não é tarefa fácil!


No dia 30 de janeiro de 2020, o iClass fez-se representar no evento Build Brighter Futures, por três professores e três alunos.

No stand, os alunos faziam mostras de como trabalham em iClass.

Colaboração, capacidade de adaptação, trabalho interdisciplinar e avaliação formativa, foram alguns dos conceitos referidos.

Quanto a ferramentas, os alunos apresentaram o Teams, o Minecraft, compilações em Wakelet, cadernos diários em Onenote, o Sway, o Forms, entre outras ferramentas da Microsoft como o Word e Powerpoint, Online e Offline.

Apresentámos ainda alguns vídeos demonstrativos do que é trabalhar em iClass.


EUROPEAN MONEY QUIZ

É já no dia 21 de janeiro que iremos participar na fase Challenges do European Money Quiz.

Com esta competição europeia, jogada online através da app Kahoot, pretendemos fomentar a literacia europeia nos nossos alunos e desenvolver literacia económica num mundo onde a economia é, cada vez mais, global.


Trabalhar a partir de casa!

Por vários motivos, vemo-nos, por vezes, limitados nas nossas deslocações.

Hoje-em-dia, a tecnologia pode-nos ajudar a ultrapassar esse problema, quebrando barreiras espaciais e levando a escola à casa dos nossos alunos. 

Por diversas vezes, alguns dos nossos alunos assistiram e participaram nas aulas a partir das suas casas. Mesmo em situação de trabalho de grupo.

Desta vez foi uma aluna do 9º ano que esteve presente nas aulas de Português e Geografias em sessões síncronas. Recorrendo ao Skype e ao Teams, participou oralmente em algumas questões colocadas pelos professores tendo ainda trabalhado numa pesquisa e elaboração de um trabalho de pares.


E aí estão os resultados do projeto InterEscol@s



E já vamos na segunda sessão!
Os grupos das duas escolas estão empenhados nas suas tarefas, trabalhando à distância em documentos partilhados, e comunicando através do Teams.



PiE – Projeto InterEscol@s

Já imaginou alunos de duas escolas que distam mais que 300 km, a trabalhar em grupo?

Pois é, em dezembro, alunos de turmas do nono ano, da Escola Secundária/3 Rocha Peixoto de Póvoa do Varzim (9ºB) e alunos do 9ºA do Colégio Vasco da Gama, irão formar grupos para analisar e debater alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Apoiados em tablets, computadores e smartphones, os alunos irão trabalhar colaborativamente através do Teams e do Skype, criando, por estes meios, as equipas de trabalho.

Iremos usar ainda, ferramentas de colaboração e de avaliação formativa, como o Padlet, forms, Flipgrid e PowerPoint online.

Estamos ansiosos para que chegue o dia!

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BU4Y

No âmbito da disciplina de Aplicações Informáticas, as turmas do 12º ano fizeram campanhas de sensibilização direcionadas para os alunos do terceiro ciclo.

Sob o nome de BU4Y (By Us For You), este projeto, que já conta com 4 anos, ganha cada vez mais sentido no mundo conectado em que nos movimentamos.

Para aproveitar ao máximo as potencialidades que a Internet nos oferece, é necessário que se desenvolva uma cultura de segurança e respeito, que deve começar desde muito cedo.

Uma vez que  no projeto iClass, os nossos alunos trabalham diariamente em rede, estas campanhas centram-se em temas como o Cyberbullying, NetEtiqueta, Palavras Passe Seguras, Navegação Segura e Dispositivos Móveis e Conectáveis. Já se abordam, também, algumas ideias sobre IoT.